
Eu saio pelas ruas na constante procura de coisa alguma
Vou a um banheiro publico e vejo meus ossos no espelho
São tão bonitos
Economizo meu dinheiro para comprar bolsas e adesivos
Só mais uma criança viciada no consumo
Olho as vitrines e ando de cabeça baixa
Compro uma bala ou duas de um velho senhor
Sua benção não será de grande ajuda
O dia está quente, mas o céu está nublado
Entro numa loja e pego alguns brincos
A vendedora está ocupada demais com as próprias unhas
Paro na lanchonete e pago por um bonito café
O lugar é confortável e as pessoas desagradáveis
De acordo
Folheio algumas revistas e não acho nada interessante
Mas aquela modelo era de se invejar
Andando, penso um pouco sobre mim mesma
Tão podre quanto se é possível ser
O gosto do café fica na minha boca
Mão no bolso e o maldito está rasgado
Meus últimos centavos ficaram pro esgoto
Volto pra casa e deito no sofá
Sua música ecoa na minha cabeça
No calor do fim da tarde tudo é solidão
Mas eu não queria ninguém para me confortar agora
Além de você
E eu estive pensando
Se poderia te ter como a uma xícara de café
Um comentário:
coffe
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